Os números de 2011
Os duendes de estatísticas do WordPress.com prepararam um relatório para o ano de 2011 deste blog.
Aqui está um resumo:
Um bonde de São Francisco leva 60 pessoas. Este blog foi visitado cerca de 1.700 vezes em 2011. Se fosse um bonde, eram precisas 28 viagens para as transportar.
É brincadeira!
Há alguns dias Thales pediu para comprar uma revistinha do Cascão que ele viu nas Americanas. Sabe a fila única do caixa, cheia de coisas exatamente na linha de visão das crianças — aquela forma indireta de marketing de relacionamento com clientes — que dói no bolso e no coração? Pois é, bem aí…
Enfim, compramos.
E ele amou as estorinhas, principalmente as que têm o Cebolinha — acho que se identifica com a língua presa. Lemos várias vezes e ele dobra a risada de tanto que se diverte. Maurício de Sousa é foda, by the way!
Imagina meu susto, e felicidade, quando chego ao quarto e vejo Thales lendo a estória exatamente como está escrita. Eu sei que as crianças surpreendem, mas começar a ler com fluência de uma hora pra outra… Pois é, como eu imaginava, ele, ainda, não está lendo. Simplesmente ele decorou o texto, na íntegra, e reproduziu apontando os balõezinhos no local certo correspondente as palavras.
Meu filho tem memória eidética!
Tudo bem… estou exagerando, mas eu que sempre gasto bons pontos nessa vantagem para minhas personagens de RPG — e comumente esqueço que tenho na hora do jogo —, fico extremamente feliz em saber que Thales não puxou a mãe.
Aniversário do Thales
Dia 16 o Thales completou 5 aninhos.
Olho para essa miniatura de gente, tão cheio de personalidade e tão inocente. Alguém que está há tão pouco tempo na minha vida, mas já preencheu todos os espaços. Ele por quem eu morreria e viveria eternamente. Ele que eu amo como jamais amei. Ele que me faz sorrir.
Amo.
Para ele peço, aos deuses, saúde.
A fada do dente visitou Thales
Caiu o 1º dentinho do Thales.
Ele ficou nervoso, mas foi muito bravo.
Mostramos fotos de crianças sem dentinhos (thanks Google!) até ele se acostumar com a idéia. Depois amarramos um fio dental e pronto. Sangrou um pouquinho, mas ele ficou muito bem.
Muito orgulhosa do meu filhote!
#Lula
Torcendo muito por esse cara.
Muita saúde e força para superar mais essa fase.
*Foto original do http://jc3.uol.com.br/blogs/blogjamildo
Menina Chinesa
Há alguns dias li sobre uma bebezinha chinesa que foi atropelada por dois veículos e ignorada por 18 pessoas que passaram no local do acidente até que um Ser Humano a socorreu. Matéria aqui.
O vídeo do acidente se alastrou pela internet que nem rastilho de pólvora e gerou comoção pelo mundo. Tinha evitado ver o vídeo até que hoje, tomada pela tristeza com a morte da menina, resolvi assistir. Por vezes me peguei com a mão na tela do computador tentando alterar aquela situação aterradora. Chorei muito tentando entender o porquê dessa falta de sensibilidade.
Lembrei-me das aulas de história e da Política do Filho Único, instituída na China para controlar o crescimento populacional no final da década de 70, onde cada casal poderia ter apenas um filho. Ora… num país onde culturalmente ter filho homem dá status à família, desde a idade feudal — o filho homem é único herdeiro e responsável por seus pais —, essa política aumentou ainda mais os casos de machismo e criminalidade. Aborto, infanticídio e abandono de crianças chinesas do sexo feminino eram comuns, principalmente na zona rural.
É cultural. Por mais que e a tecnologia e o crescimento econômico tenham dado um aspecto secular a esses 30 anos, essa política ainda está em vigor na China. Mesmo, hoje em dia, com as mulheres (e crianças) chinesas produzindo tanto ou mais que os homens.
Aí penso nos pais dessa menina chinesa, que nasceu, mas não sobreviveu a indiferença cultural. Que pelo menos essa morte não seja em vão e sirva pra conscientizar o mundo da existência do outro, por que tá FODA!
Ponto de Vista
Olhei para o Thales, cansado de tanto caminhar — e ainda íamos ao supermercado —, mas sem reclamar de nada. Fiquei com dó. Pediu pipoca. Estava sem dinheiro.
Depois do ônibus, da espera na antessala do cirurgião-pediátrico, de outro ônibus, da caminhada e de atravessar a passarela da BR 101 — “olha mãe, parece um monte de Hot Wheels” —, ainda tinha o estacionamento do supermercado, hipermercado, pra atravessar.
Coloquei Thales dentro de um carrinho de compras vazio, deixado para trás por um cliente, e brincamos de corrida. Corremos bem rápido, cortando os espaços por entre carros, e dando gargalhadas ele dizia: “kkkkk muito divertido, tô muito, muito feliz… kkkkk”.
Simples.
Thales fará uma pequena cirurgia, nada sério… Meu filhote tem a língua presa e isso atrapalha um pouco a fala — meu Cebolinha. Não é a primeira vez que ele é operado. Extrair um hemagioma de face, fimose, orquidopexia, são procedimentos relativamente simples, mas que deixam mãe e pai apavorados.
Quando ele nasceu precisou ficar na UTI Neonatal. Mesmo com o pré-natal, não consegui controlar o diabetes. O Thales nasceu hipoglicêmico e precisou ficar em observação. Momento tenso, ter seu filho e não poder estar com ele ao seu lado na enfermaria, como as outras mães. Por outro lado, poderia ter sido pior. Tantas mães que voltam para casa sem seus filhos.
Às vezes, os problemas do dia a dia tiram nossa paciência. Vão se acumulando frustações ao ponto de não sabermos a origem de tudo, aí vem seu filho e mostra a visão simples da vida: ser feliz no carrinho de supermercado.













